segunda-feira, julho 14, 2014

domingo, julho 13, 2014

PÉROLAS DO CONHECIMENTO ZIGFRIELDIANO - A INVENÇÃO DO HINO

POR ZIGFRIELD NAAXTRO
Como bem sabemos, todo país tem seu hino, e eles são muito importantes para despertar nossa consciência patriótica. Algumas pessoas levam isso tão a sério que sempre ao acordar cantam o hino, o que pode ser considerado uma ofensa muito grave à nação, caso você faça isso antes de escovar os dentes.
A importância de um hino é tanta, e mexe tanto com a psique humana, que já foi comprovado que algumas pessoas só conseguem chegar ao orgasmo após cantarem o hino nacional, como foi o caso do casal John e Mareen K. que cantavam o hino nacional sempre antes do sexo para apimentar a relação.
O primeiro hino registrado na história foi o hino dos bretões, que naquela época estavam em guerra contra os gauleses. Foi quando então, o general em comando teve uma brilhante idéia de criar uma musiquinha para animar os soldados no campo de batalha. Tal música foi encomendada para o menestrel local que aproveitou uma canção que já tinha feito para uma linda donzela, trocando apenas o nome da amada pelo país, e o hino ficou mais ou menos assim:
“Oh minha linda Bretanha
De seios fartos e olhos graúdos
Teu perfume é de carmim
Sonho conosco noites e noites
Fazendo amor em teu jardim
Bretanha, minha Bretanha
Nosso amor é proibido
Pois bem sei que enamorei
Uma nação que tem marido”
Embora tenha achado um pouco estranho , o general achou melhor não contestar o artista e obrigou que todos os soldados o decorassem. E, então, no fatídico dia do embate, os soldados bretões cantaram tal hino no campo de batalha o que foi motivo de grande chacota por parte dos gauleses. Os bretões voltaram humilhados para casa e, revoltados, penduraram o menestrel de ponta cabeça em praça pública e o obrigaram a compor um novo hino. Pressionado e de ponta cabeça, o menestrel entrou em crise criativa, mas foi salvo pelo seu melhor amigo que fez algumas pequenas alterações no hino original que ficou:
“Salve, salve linda Bretanha
De montes fartos e frutos graúdos
Tua brisa é de carmim
Sonho convosco noites e noites
Chegando à glória um dia enfim
Bretanha, minha Bretanha
O dia hoje está enfadonho
Então que vamos todos à luta
Em busca deste nosso sonho”
O hino foi então aclamado por todos, e os soldados voltaram ao campo de batalha, agora seguros de si. Mas o hino não foi muito bem recebido pelos gauleses, que acharam a palavra “enfadonho” coisa de mariquinha, e assim surgiu também a crítica musical. Os bretões então voltaram chateados para casa e para não correr o risco de um novo vexame, decidiram decapitar o menestrel.

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sábado, julho 05, 2014

O IRMÃO DESCONHECIDO DE FRANZ KAFKA - POR ZIGFRIELD NAAXTRO

Contarei aqui a breve história de um sujeito genial, mas que jamais obteve o reconhecimento merecido, seu nome é Ferdinand Kafka, o irmão caçula de Franz Kafka. Ferdinand Kafka, para quem não sabe, era o irmão bastardo de Franz Kafka, e assim como seu famoso irmão, também foi um talentosíssimo escritor, mas infelizmente jamais conseguiu alcançar o reconhecimento de Franz. Enquanto Franz escrevia o “Processo”, Ferdinand escreveu “Dúvidas de Bianca”, enquanto Franz escreveu “A Metamorfose”, Ferdinand escreveu “O barato da baratinha” e enfim, para cada livro escrito por Franz Kafka, o seu irmão escrevia outro. Mas a falta de reconhecimento foi deixando Ferdinand acabrunhado e, porque não dizer, puto da vida uma vez que mal tinha dinheiro para ir à matinê. Foi quando Ferdinand recebeu uma carta de seu velho amigo Van Gogh sugerindo que ele cortasse a orelha.
Van Gogh, o famoso pintor, como bem sabemos, jamais conseguiu vender um quadro em vida, mas depois de ter cortado a orelha, conseguiu vender sua coleção de figurinhas da copa de 88 a um preço bastante razoável.
Ferdinand, no entanto, decidiu aperfeiçoar a ideia de seu amigo e, em vez de cortar a orelha, achou melhor cortar as unhas o que não contribuiu em nada na vendagem de seus livros. Resistindo à ideia de cortar a orelha, ele resolveu dessa vez, cortar os cabelos. Como nada acontecia, ele resolveu tirar as sobrancelhas, dias depois tirou a cutícula e, revoltado por não ter obtido resultado, depilou-se por completo, transformando-se assim no primeiro metrossexual da história. Em 1895, já conformado com seu fracasso no mercado literário, ele decide desfilar no carnaval pela escola de samba Unidos da República Tcheca, quando finalmente descobre sua vocação para compositor de samba enredo.